África do Sul
Código Telefônico
+27
Capital
Pretoria
População
60 milhões
Nome Nativo
South Africa
Região
África
África Austral
Fuso Horário
South African Standard Time
UTC+02:00
Nesta página
A África do Sul ocupa o extremo sul do continente africano e oferece uma variedade extraordinária de experiências. A Cidade do Cabo — várias vezes eleita uma das cidades mais bonitas do mundo — estende-se sob a Montanha da Mesa, com o Cabo da Boa Esperança, a Ilha de Robben e as regiões vinícolas de Stellenbosch e Franschhoek a curta distância. O Parque Nacional Kruger é uma das grandes reservas de safári de África, com os «Big Five» num território imenso. A Garden Route percorre 300 km de costa entre florestas, lagoas e falésias dramáticas. Joanesburgo, o motor económico do país, conta a história da transformação desde 1994 através do Soweto, do Museu do Apartheid e do Constitution Hill. Para o viajante lusófono, a entrada é simples: cidadãos do Brasil e de Portugal não precisam de visto para turismo, por até 90 dias. A moeda é o rand (ZAR), e há um ponto a confirmar com cuidado — quem chega de zonas com febre amarela, incluindo partes do Brasil, pode precisar do certificado de vacinação.
Vistos e regras de entrada na África do Sul
A África do Sul isenta de visto de turismo a maioria dos viajantes ocidentais e lusófonos. Cidadãos do Brasil e de Portugal (e dos restantes países da UE) entram sem visto para turismo ou negócios, por até 90 dias — o agente de migração carimba o passaporte com o prazo autorizado na entrada, que convém confirmar, já que ultrapassá-lo tem consequências sérias. O passaporte deve ser válido por, pelo menos, 30 dias para além da data prevista de saída e ter 2 páginas em branco consecutivas (não as de averbamentos) — exigência aplicada à risca. O certificado de febre amarela é obrigatório para quem chega de países endémicos, o que inclui partes do Brasil e escalas de mais de 12 horas em Nairóbi ou Adis Abeba; a vacina deve ser tomada, no mínimo, 10 dias antes da chegada. Menores de 18 anos precisam de documentação especial (certidão de nascimento completa e autorizações dos pais). Outras nacionalidades lusófonas variam: Angola tem isenção de visto com a África do Sul, Moçambique enquadra-se nos acordos da SADC, mas Cabo Verde e outras costumam precisar de visto consular prévio — confirme para o seu passaporte. Ultrapassar o prazo é levado muito a sério e pode gerar o estatuto de «pessoa indesejável», com proibição de reentrada de 1 a 5 anos. Trabalho, estudo e residência exigem visto pedido antes da viagem.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto (turismo/negócios, até 90 dias)
Para cidadãos do Brasil, de Portugal e da maioria dos países ocidentais — turismo, safári, praia, rotas de vinho, visitas culturais e reuniões de negócios. Sem pedido prévio: basta apresentar o passaporte na migração. Exige passaporte válido por mais 30 dias, 2 páginas em branco consecutivas e, se vier de país endémico, o certificado de febre amarela.
Visto de trabalho (Geral / Competências Críticas)
Para trabalhar na África do Sul. Pedido numa missão sul-africana antes da viagem. O visto geral exige prova de que o lugar não pode ser preenchido localmente; o de competências críticas cobre profissões da lista nacional (engenharia, TI, saúde, finanças).
Visto de estudante
Para estudos a tempo inteiro com mais de 3 meses em universidades e instituições sul-africanas. Exige carta de aceitação, prova de pagamento, meios financeiros, alojamento e seguro de saúde. Pedido antes de viajar.
Visto de visitante (nacionalidades que precisam de visto prévio)
Para nacionais de países sem acordo de isenção — entre eles vários países lusófonos. Turismo, negócios, visita a familiares e conferências. Pedido numa embaixada sul-africana, com itinerário, prova financeira, bilhete de regresso e alojamento.
Informações importantes de viagem
Guia de viagem
A África do Sul é um país de contrastes impressionantes. A Cidade do Cabo — a Montanha da Mesa, o Cabo da Boa Esperança, a faixa turquesa de Camps Bay, a Ilha de Robben onde Nelson Mandela esteve preso 18 anos — está entre as cidades mais bonitas do mundo. As regiões vinícolas de Stellenbosch, Franschhoek e Paarl produzem Pinotage, Chenin Blanc e Cabernet Sauvignon de classe mundial nalgumas das propriedades mais fotogénicas do planeta, muitas com arquitetura colonial holandesa do século XVII. O Parque Nacional Kruger é uma das melhores reservas de safári de África: os «Big Five» quase garantidos, num parque bem gerido, com infraestrutura que vai de acampamentos a lodges de luxo. A Garden Route — 300 km de costa dramática entre Mossel Bay e Storms River — atravessa florestas nativas, lagoas, pontos de observação de baleias (Hermanus, de junho a novembro) e o salto de bungy da Ponte de Bloukrans (o mais alto do mundo a partir de uma ponte). A transformação de Joanesburgo desde 1994 vê-se em cada esquina: o Museu do Apartheid, o Constitution Hill, a Vilakazi Street, no Soweto (a única rua do mundo a ter sido casa de dois prémios Nobel da Paz), e uma cena de arte e gastronomia em ebulição. Durban traz o calor do Índico, o surf, a cultura zulu e uma das maiores comunidades de origem indiana fora da Ásia. As montanhas Drakensberg (UNESCO) oferecem caminhadas entre picos de 3.000 metros. E o mergulho em jaula com tubarões-brancos em Gansbaai põe o visitante frente a frente com os grandes predadores do oceano.
Formas de explorar este destino
O Parque Nacional Kruger (os «Big Five» quase garantidos, ótima infraestrutura), as reservas privadas na orla oeste do Kruger (Sabi Sands, Timbavati), a Hluhluwe-iMfolozi, em KwaZulu-Natal (a mais antiga reserva de caça de África, rinocerontes-brancos e -negros), o Parque dos Elefantes de Addo e a observação de baleias em Hermanus (de junho a novembro).
A Montanha da Mesa (teleférico ou caminhada), o Cabo da Boa Esperança, as praias de Camps Bay e Clifton, a Ilha de Robben (a prisão de Mandela), as casas coloridas do Bo-Kaap, o V&A Waterfront, os Jardins de Kirstenbosch, a Chapman's Peak Drive, os pinguins de Boulders Beach e o Cabo da Ponta — uma das cidades mais cénicas do mundo.
Stellenbosch, Franschhoek e Paarl — propriedades de classe mundial com Pinotage, Chenin Blanc, Cabernet Sauvignon e o Méthode Cap Classique. Arquitetura colonial holandesa, restaurantes de autor, rotas de bicicleta entre quintas e o elétrico do vinho em Franschhoek. A África do Sul é o 8.º maior produtor de vinho do mundo.
300 km de costa dramática de Mossel Bay a Storms River — florestas nativas, lagoas, a ponte suspensa de Tsitsikamma, o bungy de Bloukrans (o mais alto do mundo a partir de uma ponte), as baleias de Hermanus e a lagoa de Knysna. Ideal como viagem de carro de 3 a 7 dias, da Cidade do Cabo a Port Elizabeth.
O Museu do Apartheid e o Constitution Hill, em Joanesburgo, a Vilakazi Street do Soweto (casa de Mandela e de Tutu), a Ilha de Robben, na Cidade do Cabo, o Museu do Distrito Seis, o Berço da Humanidade (UNESCO, fósseis de hominídeos) e a história da «Nação Arco-Íris» desde 1994.
Mergulho em jaula com tubarões-brancos em Gansbaai, o salto de bungy da Ponte de Bloukrans (216 m), as caminhadas nas Drakensberg (UNESCO, picos de 3.000 m), o surf em Jeffreys Bay (uma das melhores ondas de direita do mundo) e o parapente do Signal Hill, na Cidade do Cabo.
Dinheiro e moeda
Rand sul-africano (ZAR)
Código da moeda: ZAR
Dicas práticas sobre dinheiro
O cartão é muito aceite — a África do Sul é moderna
A África do Sul tem excelente infraestrutura de cartões. Visa e Mastercard são aceites em hotéis, restaurantes, supermercados (Pick n Pay, Woolworths, Checkers), postos de combustível (operados por funcionário — dê uma gorjeta de R 5-10), centros comerciais e na maioria dos negócios virados para o turismo. O pagamento por aproximação (Apple Pay, Google Pay, Samsung Pay) funciona nos terminais NFC modernos das cidades. O SnapScan e o Zapper, as aplicações sul-africanas de QR code, são usados por muitos comércios locais — funcionam como o Pix do Brasil ou o MB WAY de Portugal, mas, em regra, exigem conta bancária sul-africana (alguns aceitam cartões internacionais). O American Express tem aceitação limitada fora dos estabelecimentos de gama alta.
Há multibancos por toda a parte — mas use-os com segurança
Os multibancos do FNB, Standard Bank, Nedbank, Absa e Capitec encontram-se em todas as cidades e vilas, e a maioria aceita Visa e Mastercard. Regra de segurança fundamental: use os caixas dentro de agências bancárias, de centros comerciais ou em postos de combustível bem iluminados — nunca caixas isolados na rua, sobretudo à noite. Esteja atento à sua volta, tape o teclado ao digitar o PIN e não aceite ajuda de estranhos (existe clonagem de cartões). Levante de dia e guarde o dinheiro em segurança. Recuse sempre a conversão para a sua moeda (DCC) e levante em rands.
Moeda local: o rand (ZAR)
A moeda é o rand sul-africano (ZAR, símbolo R). Quem vem do Brasil troca reais e quem vem de Portugal troca euros — em nenhum dos casos se paga na moeda de origem. O rand pode oscilar bastante, por isso confirme a taxa atual antes de viajar. Troque em bancos (FNB, Standard Bank, Nedbank) ou em casas de câmbio licenciadas; as taxas dos balcões de aeroporto são aceitáveis, mas as dos bancos do centro são ligeiramente melhores. Para o viajante europeu ou brasileiro, a África do Sul costuma oferecer ótima relação custo-benefício — uma refeição de qualidade ou uma garrafa de bom vinho de quinta por uma fração do preço europeu.
A gorjeta é esperada e importante
A gorjeta é habitual e representa uma parte significativa do rendimento de quem trabalha no setor. Restaurantes: 10-15% por bom serviço (confirme se o serviço já está incluído — em geral não está). Funcionários dos postos de combustível: R 5-10. «Car guards» (vigilantes informais de estacionamento): R 5-10. Bagageiros de hotel: R 10-20 por mala. Guias de safári (rangers): R 100-200 por pessoa e por dia; rastreadores: R 50-100. Limpeza do quarto: R 20-50 por dia. Dê as gorjetas em dinheiro e em rands. Confirme com o seu banco a tarifa de saque no estrangeiro.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
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