Japão

🇯🇵

Código Telefônico

+81

Capital

Tokyo

População

125 milhões

Nome Nativo

日本

Região

Ásia

Ásia Oriental

Fuso Horário

Japan Standard Time

UTC+09:00

O Japão é o arquipélago do Leste Asiático onde a tradição milenar e a tecnologia de ponta convivem sem se anularem. Tóquio é uma metrópole de quase 38 milhões de pessoas em que os desfiladeiros de néon de Shinjuku, o cruzamento de Shibuya e as torres de eletrónica de Akihabara ficam a poucos minutos a pé do bosque que rodeia o santuário Meiji. Quioto é o polo oposto, com mais de dois mil templos e santuários, o bairro das gueixas de Gion e o bosque de bambu de Arashiyama. Pelo meio: a comida de rua de Osaka (takoyaki e okonomiyaki em Dotonbori), o Memorial da Paz de Hiroshima, os veados mansos de Nara, os Alpes Japoneses e o monte Fuji, que domina o horizonte o ano inteiro. O shinkansen — o comboio-bala — liga tudo a 300 quilómetros por hora, com uma pontualidade medida ao segundo. A cozinha japonesa, Património Cultural Imaterial da UNESCO, vai muito além do sushi: ramen com um caldo próprio em cada região, jantares kaiseki que elevam o cozinhar a cerimónia, e izakayas cheias de yakitori e cerveja. O Japão é um dos países mais seguros e limpos do mundo e funciona com uma precisão que recalibra aquilo que esperamos de uma sociedade.

Visto e regras de entrada no Japão

O Japão concede entrada sem visto a cidadãos de mais de sessenta países e territórios. Tanto os portugueses (e os restantes cidadãos da UE) como os brasileiros podem entrar sem visto e permanecer até 90 dias para turismo ou negócios — o Brasil tem acordo de isenção de visto com o Japão e Portugal beneficia da isenção enquanto país da UE. É preciso um passaporte válido durante toda a estada (o Japão não exige a habitual validade de seis meses), prova de bilhete de regresso ou de continuação de viagem e meios de subsistência suficientes. Bilhetes só de ida podem levar a recusa na fronteira. Quem precise de visto requere-o numa embaixada ou consulado do Japão com formulário, fotografia, itinerário, reservas de alojamento e prova de meios; o tratamento demora habitualmente cinco dias úteis. A prorrogação do período sem visto é difícil e só é concedida por motivos imperiosos. Para estadas mais longas — estudar, trabalhar, residir — é necessário obter previamente o visto de residência adequado.

Tipos de visto comuns

Entrada sem visto (Temporary Visitor)

Até 90 dias para portugueses e brasileiros; uma entrada por visita; prorrogação difícil e discricionária

Para turismo, reuniões de negócios, conferências e visitas a família por parte de cidadãos de mais de sessenta países, incluindo Portugal, os restantes países da UE e o Brasil. O passaporte tem de ser válido durante a estada e apresenta-se bilhete de regresso e prova de meios suficientes.

Visto Working Holiday

Em regra 1 ano; pedido no país de residência; permite trabalhar para financiar a viagem

O Japão tem acordos de férias-trabalho com dezenas de países para jovens (em regra dos 18 aos 30 anos) que queiram viajar e trabalhar ao mesmo tempo para custear a estada — popular para passar um ano a viajar ou a ensinar inglês. Confirme junto de uma embaixada do Japão se o seu país participa e que limites de idade e quotas se aplicam.

Visto de turismo (pedido consular)

15 a 90 dias; tratamento habitual de cinco dias úteis

Para nacionalidades que não beneficiam de entrada sem visto e precisam de visto para turismo. Pedido numa embaixada ou consulado do Japão com formulário, passaporte, fotografias, itinerário, reservas de hotel, prova de meios e bilhete de regresso.

Visto de residência (trabalho, estudo ou residência)

Conforme o programa ou o contrato de trabalho; após a chegada é obrigatório o cartão de residência (zairyu card)

Para quem queira permanecer mais de 90 dias no Japão para estudar, trabalhar ou residir. Exige previamente um Certificate of Eligibility, que um patrocinador japonês (empregador ou instituição de ensino) requere junto dos serviços de imigração, sendo depois o visto emitido na embaixada.

Informações importantes de viagem

Validade do passaporte: tem de ser válido durante toda a estada. Ao contrário de muitos países, o Japão não exige a validade adicional de seis meses para além das datas de viagem.

Prova de continuação de viagem: é preciso poder mostrar um bilhete de regresso ou de continuação confirmado. A imigração é rigorosa; um bilhete só de ida pode levar a recusa. Guarde a confirmação em papel ou no telemóvel.

JR Pass: o Japan Rail Pass tem de ser comprado ANTES da chegada (no Japão já não se consegue). Dá viagens ilimitadas nos comboios JR, incluindo a maioria dos shinkansen, e poupa muito em itinerários por várias cidades. Encomende online semanas antes de partir.

Guia de viagem

O Japão é o choque entre o antiquíssimo e o ultramoderno que muitos países prometem e poucos cumprem. Tóquio desafia qualquer compreensão: o cruzamento de Shibuya, os desfiladeiros de néon de Shinjuku, as torres de eletrónica e anime de Akihabara e, a poucos minutos, o silêncio do santuário Meiji no seu bosque ao lado da rua de cosplay de Harajuku — tudo ligado por uma rede de comboios tão precisa que um atraso de trinta segundos dá nas notícias nacionais. Quioto é o polo oposto: mais de dois mil templos e santuários, entre eles o dourado Kinkaku-ji, os pórticos vermelhão de Fushimi Inari a subir a colina, o jardim zen de pedra de Ryoan-ji, o bairro das gueixas de Gion e o bosque de bambu de Arashiyama. Pelo meio fica Osaka, com a sua exuberante comida de rua (a takoyaki e a okonomiyaki de Dotonbori), Hiroshima, com o Memorial da Paz e a ilha-santuário de Miyajima, Nara, com os seus veados mansos entre templos do século VIII, os Alpes Japoneses (o vale de Kamikochi, o centro histórico de era Edo de Takayama) e o monte Fuji — escalável no verão, fotografável de todo o lado o ano inteiro. O shinkansen liga tudo a 300 quilómetros por hora, com um atraso médio inferior a um minuto por ano. A cozinha japonesa vai muito além do sushi: casas de ramen em que cada região tem a sua tradição de caldo, jantares kaiseki que elevam o cozinhar a cerimónia, izakayas para yakitori e cerveja, carne de Kobe, marisco de Hokkaido, matcha em tudo em Quioto e comida de loja de conveniência que envergonha muitos restaurantes europeus. A cultura dos onsen é singularmente japonesa: banhos alimentados por nascentes vulcânicas em ryokan (estalagens tradicionais), de Hakone a Beppu e às nascentes dos macacos da neve de Nagano. O Japão é um dos países mais seguros do mundo, extraordinariamente limpo, e funciona com uma precisão que ajusta as nossas expectativas.

Formas de explorar este destino

Templos, santuários e história

Os mais de dois mil templos e santuários de Quioto (Kinkaku-ji, Fushimi Inari, Ryoan-ji, Kiyomizu-dera), o Todai-ji de Nara (o maior edifício de madeira do mundo, com um Buda de 15 metros), o Memorial da Paz de Hiroshima e a ilha de Miyajima, o Grande Buda de Kamakura, o ornamentado santuário Toshogu de Nikko, e as cidades-castelo de Himeji (o mais belo castelo conservado do Japão), Matsumoto e Kanazawa.

Tóquio e vida urbana

O cruzamento de Shibuya e os arranha-céus de Shinjuku, Akihabara (eletrónica e anime), Harajuku (moda de rua e santuário Meiji), Asakusa com o templo Senso-ji, o mercado exterior de Tsukiji para um pequeno-almoço de marisco, o luxuoso Ginza, os jardins do Palácio Imperial, e uma vida noturna que vai dos becos de izakaya de Shimokitazawa aos bares de cocktails de Ginza e às salas de karaoke por todo o lado.

Cozinha japonesa

Sushi nos mercados de Tsukiji e Toyosu, ramen em estilos regionais (Hakata tonkotsu, Sapporo miso, Tóquio shoyu), jantares kaiseki em Quioto, a comida de rua de Osaka (takoyaki, okonomiyaki, kushikatsu), carne de Kobe, a cultura izakaya (yakitori, edamame, cerveja de pressão), matcha nas casas de chá de Quioto e comida de loja de conveniência que rivaliza com restaurantes a sério. Só Tóquio tem mais de duzentos restaurantes com estrela Michelin.

Onsen e ryokan

A cultura dos banhos é central na vida japonesa: águas alimentadas por nascentes vulcânicas em estalagens ryokan tradicionais. Hakone (vista do Fuji a partir do banho), Beppu (os oito «infernos» — poços vulcânicos a fumegar), Kinosaki Onsen (sete balneários públicos numa vila de lanternas), Kusatsu (uma das mais famosas vilas de onsen) e o parque dos macacos de Jigokudani, perto de Nagano (macacos da neve a banhar-se em nascentes quentes). Há cada vez mais onsen acessíveis a quem tem tatuagens.

Natureza e montanhas

O monte Fuji (escalável de julho a setembro, icónico no horizonte o ano inteiro), os Alpes Japoneses (o vale de Kamikochi, a rota alpina de Tateyama-Kurobe), a vastidão de Hokkaido (parque nacional de Daisetsuzan, península de Shiretoko — UNESCO), os trilhos de peregrinação de Kumano Kodo, as antiquíssimas florestas de cedros de Yakushima (inspiração para a Princesa Mononoke) e as praias tropicais de Okinawa.

Cultura pop e Japão moderno

As lojas de anime e manga de Akihabara, a moda de rua de Harajuku, o Museu Ghibli (bilhetes com muita antecedência), a arte digital de teamLab, os salões de jogos, os hotéis-cápsula, os cafés de gatos e os restaurantes temáticos, e a cultura otaku que se tornou, desde as gravuras ukiyo-e, o produto cultural mais influente do Japão.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
¥

Iene japonês (JPY)

Código da moeda: JPY

Dicas práticas sobre dinheiro

Moeda e câmbio no Japão

O Japão usa o iene japonês (JPY, ¥). Quer viaje de Portugal e da zona euro, quer chegue do Brasil (real, BRL), terá de trocar — o iene não é nem euro nem real. As taxas oscilam, por isso confirme a taxa atual antes de partir. Pode trocar nos aeroportos (Narita, Haneda, Kansai), em bancos, correios e alguns hotéis, mas um multibanco dá quase sempre melhor taxa. Os balcões de câmbio de Narita e Kansai são razoavelmente competitivos e práticos para obter os primeiros ienes à chegada. Na cidade, casas como a Travelex cobram comissões variáveis. Os bancos só trocam em dias úteis e com horário limitado (em regra 9.00–15.00) e papelada. A melhor estratégia: levante ienes num multibanco das 7-Eleven ou dos correios com o seu próprio cartão.

Multibancos no Japão

Os multibancos bancários comuns do Japão muitas vezes NÃO aceitam cartões estrangeiros — algo que apanha muitos visitantes desprevenidos. As opções fiáveis: os multibancos das 7-Eleven (Seven Bank) funcionam com praticamente todos os cartões internacionais Visa, Mastercard, Maestro, Cirrus e Plus, 24 horas por dia, com menu em inglês. Há mais de 25 000 lojas 7-Eleven no Japão, o que faz desta a rede mais fiável para visitantes estrangeiros. Os multibancos dos correios japoneses (Yucho Bank) também aceitam cartões estrangeiros, com menu em inglês, embora com horário por vezes limitado (em regra 7.00–23.00). Algumas outras lojas de conveniência (Lawson, FamilyMart) já têm máquinas compatíveis. O limite de levantamento ronda os ¥50 000 a ¥100 000 por operação. O seu banco pode cobrar uma comissão por levantamento; confirme antes de viajar.

Pagar com cartão e telemóvel

Apesar da imagem tecnológica, o Japão depende muito mais do dinheiro vivo do que a maioria dos países ocidentais. A aceitação de cartões melhorou bastante desde 2019, mas o dinheiro continua indispensável. Aceitam cartão: hotéis, grandes armazéns, restaurantes maiores, estações de comboio, lojas de conveniência, grandes cadeias e estabelecimentos turísticos. Muitas vezes NÃO aceitam: restaurantes pequenos e izakayas, casas de ramen, lojas de bairro, entradas de templos, máquinas de venda, muitos táxis, bancas de mercado e o meio rural. Os cartões portugueses Multibanco/Visa/Mastercard e os cartões brasileiros Visa e Mastercard funcionam nas 7-Eleven; leve um cartão de crédito de reserva. O Apple Pay e o Google Pay funcionam em terminais modernos, mas na prática convém andar sempre com ¥10 000 a ¥20 000 em dinheiro (cerca de € 60 a 130; confirme a taxa). Um cartão IC (Suica ou Pasmo) é indispensável para comboio, autocarro, máquinas e algumas lojas.

Gorjetas no Japão

Dar gorjeta não se pratica no Japão e pode gerar confusão ou até incómodo. O serviço excelente é o padrão, não algo que exija recompensa em dinheiro. Não dê gorjeta em restaurantes, bares, táxis, hotéis ou cabeleireiros. Se deixar dinheiro em cima da mesa, o pessoal pode ir atrás de si para o devolver. As únicas exceções: numa ryokan de gama alta pode deixar uma pequena lembrança (¥1 000 a ¥3 000) num envelope (não entregue na mão) para o empregado de quarto, e a guias privados agradece-se uma pequena prenda — não dinheiro. Em viagens de grupo, por vezes recolhe-se uma gorjeta para o motorista e o guia; siga a indicação do chefe de grupo.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

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