Bahrein

🇧🇭

Código Telefônico

+973

Capital

Manama

População

1,5 milhões

Nome Nativo

‏البحرين

Região

Ásia

Ásia Ocidental

Fuso Horário

Arabia Standard Time

UTC+03:00

O Bahrein é um país insular no Golfo Arábico, ligado à Arábia Saudita pela ponte King Fahd Causeway e conhecido pelo ambiente liberal, pelo setor de serviços financeiros e pelo Grande Prêmio de Fórmula 1. Manama, a capital, reúne shoppings modernos, souqs tradicionais, hotéis de luxo e restaurantes à beira-mar. O viajante se interessa pelo Forte do Bahrein (Qal'at al-Bahrain), pela Grande Mesquita Al-Fateh, pelo Museu Nacional, pela Árvore da Vida e pela herança da pesca de pérolas. O país oferece entrada acessível por e-visa e visto na chegada para a maioria dos visitantes internacionais.

Requisitos de visto para o Bahrein

O Bahrein oferece várias opções de entrada. Brasileiros e portugueses estão entre as nacionalidades que podem solicitar o e-visa online em evisa.gov.bh antes da viagem ou obter o visto na chegada no Aeroporto Internacional do Bahrein. O e-visa exige passaporte válido, foto, dados de hospedagem, passagem de volta e a taxa, e é processado em 3 a 5 dias úteis; o visto de turismo costuma conceder entrada única por cerca de 14 dias ou múltiplas entradas por 3 meses. Cidadãos dos países do GCC (Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Omã, Catar) entram sem visto, e residentes do GCC com permissão válida obtêm visto na chegada. O passaporte deve ser válido por pelo menos 6 meses além da saída. Como as listas e os prazos mudam, confirme as condições atuais em evisa.gov.bh.

Tipos de visto comuns

E-visa (turismo)

Entrada única por cerca de 14 dias ou múltiplas entradas por 3 meses.

Para turismo, lazer, visita a família e eventos culturais, de nacionalidades elegíveis — entre elas Brasil e Portugal. Pedido online em evisa.gov.bh, com passaporte, foto, hospedagem e passagem de volta.

Visto na chegada

Em geral cerca de 14 dias, entrada única; com extensão local quando aplicável.

Para nacionalidades elegíveis e residentes do GCC que chegam ao Aeroporto Internacional do Bahrein sem visto prévio.

Visto / entrada do GCC

Na chegada, no aeroporto ou na King Fahd Causeway; prazo conforme a permissão de residência.

Para cidadãos dos países do GCC (Arábia Saudita, Emirados, Kuwait, Omã, Catar), que entram sem visto, e para residentes do GCC com permissão válida.

Visto de negócios

Em geral de 14 a 90 dias; exige convite e patrocínio da empresa.

Para reuniões comerciais, conferências e missões de negócios, com patrocínio de empresa ou organização bahreinita.

Informações práticas de viagem

O passaporte deve ser válido por pelo menos 6 meses além da saída prevista, com páginas em branco para carimbos.

Quem usa e-visa deve imprimi-lo e apresentá-lo na imigração, junto com o passaporte e os documentos de apoio.

Residentes do GCC devem levar a permissão de residência válida (iqama) e o passaporte para terem direito ao visto na chegada.

Guia de viagem

O menor Estado árabe entrega muito mais do que o tamanho sugere. O Bahrein é um arquipélago de 33 ilhas no Golfo Arábico, onde a antiga civilização de Dilmun controlou os corredores comerciais entre a Mesopotâmia e o vale do Indo — e onde hoje um circuito de Fórmula 1, bares de cobertura e dois sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO convivem num território menor que a maioria das capitais. O Forte do Bahrein (Qal'at al-Bahrain), um sítio arqueológico com camadas de ocupação que somam cerca de quatro mil anos, de Dilmun ao período colonial português, ancora a herança histórica. A Trilha das Pérolas (Pearling Trail), em Muharraq, encadeia casas de mercadores restauradas, bancos de ostras e o Forte Bu Maher num passeio de 3,5 km à beira-mar que conta a economia da pesca de pérolas, anterior ao petróleo. A Grande Mesquita Al-Fateh, uma das maiores do mundo, recebe visitantes não muçulmanos com visitas guiadas gratuitas — sinal da abertura do Bahrein, o mais liberal dos Estados do Golfo. O perfil de Manama mistura a arquitetura de torres de vento do antigo souq Bab al-Bahrain com o Bahrain World Trade Center, em forma de vela, o primeiro arranha-céu do mundo a integrar turbinas eólicas. O Circuito Internacional do Bahrein, em Sakhir, sedia a corrida noturna de F1 sob holofotes, em cenário de deserto. E a King Fahd Causeway, ponte de 25 km até a Arábia Saudita, faz do reino uma porta fácil para o resto do Golfo.

Formas de explorar este destino

Dilmun antiga e patrimônio da UNESCO

O Forte do Bahrein (Qal'at al-Bahrain, UNESCO) preserva cerca de quatro mil anos de ocupação contínua, da civilização de Dilmun aos cassitas, portugueses e persas, com museu de sítio. A Trilha das Pérolas, em Muharraq (UNESCO), percorre 3,5 km de casas de mercadores de pérolas, armazéns e o Forte Bu Maher — a última paisagem intacta da indústria de pérolas que já fez do Bahrein as ilhas mais ricas do Golfo. De outubro a março, é possível embarcar em dhows na pesca tradicional de pérolas.

Fórmula 1 e automobilismo

O Circuito Internacional do Bahrein, em Sakhir, trouxe a Fórmula 1 ao Oriente Médio em 2004. A corrida noturna sob holofotes — em geral a abertura da temporada — está entre as mais dramáticas do calendário, com os carros cruzando o deserto sob luz artificial. Fora dos fins de semana de prova, o circuito recebe provas de endurance, arrancada e dias de pista abertos ao público.

Souqs, gastronomia e vida noturna

O souq Bab al-Bahrain, no centro de Manama, é um labirinto de especiarias, perfumes de oud, ouro e tecidos. A cozinha bahreinita mistura influências árabe, indiana e persa: machboos (arroz temperado com cordeiro ou peixe hammour), muhammar (arroz doce com tâmara) e o pão fino regag no café da manhã. Como o mais liberal dos Estados do Golfo, o Bahrein tem cena real de bares e restaurantes — coberturas em Adliya e Juffair, brunches de sexta, música ao vivo —, o que o torna a válvula de escape de fim de semana de visitantes da vizinha Arábia Saudita.

Arquitetura islâmica e mesquitas abertas

A Grande Mesquita Al-Fateh acomoda sete mil fiéis sob uma cúpula de fibra de vidro de 25 metros, a maior do tipo no mundo. As visitas guiadas gratuitas (exceto às sextas) explicam a caligrafia, a arquitetura e a fé islâmica a visitantes não muçulmanos, com notável abertura. O museu Beit al-Quran guarda uma das melhores coleções de manuscritos do Alcorão do Golfo, de séculos e tradições caligráficas que vão do Norte da África à Ásia Central.

Deserto, ilhas e vida marinha

A Árvore da Vida (Shajarat al-Hayat), uma solitária algarobeira de 400 anos que prospera no deserto do sul sem fonte de água visível, é um dos marcos mais enigmáticos do Bahrein. O Parque e Reserva de Vida Selvagem de Al Areen protege o órix-da-arábia e gazelas do deserto. No mar, as ilhas Amwaj e Al Dar oferecem resorts de praia, caiaque, passeios para ver golfinhos e snorkel em águas rasas sobre os corais.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
.د.ب

Dinar bareinita (BHD)

Código da moeda: BHD

Dicas práticas sobre dinheiro

Dinar bahreinita — uma das moedas mais valorizadas do mundo

O dinar bahreinita (BHD, BD) é uma das moedas de maior valor do planeta, fixado em cerca de 1 BHD = 2,65 dólares americanos, e se divide em 1.000 fils (não em 100 centavos). A taxa contra o dólar é fixa e muito estável. Dólares e euros são aceitos em grandes hotéis e shoppings, e o rial saudita (SAR) é comum, sobretudo nas lojas perto da King Fahd Causeway, por onde centenas de milhares de sauditas cruzam toda semana. Quem vem do Brasil leva dólares ou usa cartão.

Caixas eletrônicos abundantes em Manama — ótima infraestrutura

O Bahrein tem excelente cobertura de caixas eletrônicos em Manama, Riffa e Muharraq (National Bank of Bahrain, Bank of Bahrain and Kuwait, Arab Bank), e Visa e Mastercard internacionais funcionam bem; o saguão de chegada do aeroporto tem vários. O limite diário pode ser baixo (200 a 300 BD) — para quantias maiores, vá ao caixa do banco. Cartões brasileiros sofrem o IOF sobre gastos no exterior.

Muito amigável ao cartão — aproximação e carteira digital consolidadas

O Bahrein é um dos países mais amigáveis ao cartão do Golfo. Visa, Mastercard e Amex são aceitos em praticamente todos os hotéis, shoppings, restaurantes e atrações. O pagamento por aproximação é padrão, e Apple Pay e Google Pay funcionam na maioria dos terminais modernos. Bancas de souq tradicionais, oficinas independentes e operadores de passeio de dhow podem preferir dinheiro.

Custo médio-alto — mais barato que Emirados ou Catar

O Bahrein costuma ser mais barato que Dubai ou Doha. Hotel de gama média: 40 a 80 BD a diária (105 a 210 dólares). Refeição num bom restaurante: 8 a 20 BD por pessoa. A praça de alimentação do Bahrain City Centre tem ótimo custo, de 2 a 4 BD, e o harees e o machboos de bairro saem por 1,5 a 3 BD. Leve dinheiro para os mercados tradicionais, o souq Al-Qaisaria e gorjetas.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Precisa de ajuda para solicitar o e-visa ou confirmar os requisitos de entrada no Bahrein?

Solicite seu visto eletrônico