Dinamarca
Código Telefônico
+45
Capital
Copenhagen
População
5,9 milhões
Nome Nativo
Danmark
Região
Europa
Europa do Norte
Fuso Horário
Central European Time
UTC+01:00
Nesta página
A Dinamarca é um país escandinavo, membro da UE e do Espaço Schengen, conhecido pelo estilo de vida hygge, pela herança viking, pelo design moderno, pela vida sustentável e por estar entre os países mais felizes do mundo. Copenhague, a capital, reúne o porto colorido de Nyhavn, o parque de diversões Tivoli, a estátua da Pequena Sereia e uma cozinha nórdica inovadora. Os visitantes se encantam com as ruas amigas da bicicleta e a cena de design de Copenhague, o Castelo de Kronborg em Helsingør (a Elsinore de Hamlet — Patrimônio Mundial da UNESCO), a LEGO House em Billund (o berço da LEGO), a arte contemporânea de Aarhus, as praias de areia branca, os museus de barcos vikings e um interior plano, perfeito para o ciclismo. A Dinamarca oferece experiências escandinavas limpas, eficientes e cheias de charme.
Regras de entrada para a Dinamarca
Como membro do Espaço Schengen, a Dinamarca segue as regras comuns de entrada. Quem viaja com passaporte português (ou é cidadão da UE/EEE/Suíça) entra apenas com o cartão de cidadão ou o passaporte e tem liberdade de circulação, sem limite de permanência. Quem viaja com passaporte brasileiro entra sem visto, a turismo ou negócios, por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias, válido para todo o Espaço Schengen. Para o viajante brasileiro vale ainda atentar ao ETIAS: o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem é uma autorização eletrônica que passará a ser exigida dos viajantes isentos de visto, à semelhança do ESTA dos Estados Unidos — solicitada on-line, com antecedência, no portal oficial da União Europeia. O passaporte deve ser válido por pelo menos 3 meses além da data prevista de saída do Espaço Schengen e ter sido emitido nos últimos 10 anos. Quem precisa de visto Schengen solicita-o em embaixada ou consulado da Dinamarca (ou de outro país Schengen), com formulário, fotos, itinerário, comprovação de hospedagem, seguro de viagem (cobertura mínima de € 30.000) e comprovação de recursos. Atenção: a Groenlândia e as Ilhas Faroé (territórios dinamarqueses) têm regras de entrada próprias e não fazem parte do Espaço Schengen.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto (Schengen)
Turismo, negócios, conferências e visitas a familiares e amigos para nacionalidades elegíveis — caso do passaporte brasileiro.
Livre circulação UE/EEE/Suíça
Para cidadãos da UE, do EEE e da Suíça — caso do passaporte português — a turismo, trabalho, residência ou qualquer finalidade, sem restrições.
Visto Schengen (tipo C)
Para estadas curtas — turismo, negócios, eventos culturais, conferências — de nacionalidades que precisam de visto Schengen.
Visto nacional (tipo D)
Para estadas longas, acima de 90 dias — trabalho, estudo, reagrupamento familiar ou residência na Dinamarca.
Informações essenciais para viajar à Dinamarca
Guia de viagem
A Dinamarca é pequena, plana e elegante sem esforço — um país que pesa muito acima do seu tamanho em design, gastronomia, sustentabilidade e qualidade de vida. Copenhague é a estrela: as casas em tons de doce de Nyhavn ao longo do canal (o ponto mais fotografado da Escandinávia), o Tivoli (um dos parques de diversões mais antigos do mundo, encantador à noite), a comunidade livre de Christiania e uma cena de cozinha nórdica que colocou a Escandinávia no mapa gastronômico global (Noma, Geranium, Alchemist — três dos 50 melhores restaurantes do mundo em uma só cidade). Copenhague é também uma das grandes cidades de ciclismo do planeta — mais de 380 km de ciclovias, mais bicicletas do que carros e uma infraestrutura que faz pedalar parecer mais seguro do que caminhar. Além da capital: o Castelo de Kronborg, em Helsingør, é a Elsinore de Shakespeare (UNESCO), uma fortaleza renascentista sobre o estreito que separa a Dinamarca da Suécia. Billund é o berço da LEGO — a LEGO House e o parque Legoland atraem famílias de toda a Europa. Aarhus, a segunda cidade do país, tem o museu de arte ARoS (com a famosa passarela arco-íris), um bairro portuário revitalizado e uma cena gastronômica vibrante. Ribe é a cidade mais antiga da Escandinávia, com herança viking e casas de enxaimel. As praias de areia branca do norte da Jutlândia e as paisagens de dunas de Skagen (onde dois mares se encontram) oferecem uma beleza atlântica selvagem e batida pelo vento. E há ainda o hygge — o intraduzível conceito dinamarquês de aconchego e contentamento: velas, mantas quentes, um bom café e a arte de estar presente com quem se gosta.
Formas de explorar este destino
As casas coloridas do canal de Nyhavn, o Tivoli (mágico à noite, com luzes e atrações), a estátua da Pequena Sereia, a Torre Redonda (o observatório em funcionamento mais antigo da Europa), o Castelo de Rosenborg, com as joias da Coroa, e o Palácio de Christiansborg (sede do parlamento, com vista gratuita do alto da torre). Copenhague é uma capital do design: o Museu do Design Dinamarquês, a HAY House, a porcelana Royal Copenhagen e as lojas de móveis escandinavos por toda a cidade. A Strøget é uma das ruas de pedestres mais longas da Europa. A comunidade livre de Christiania é um bairro autogerido, com regras, arte e atmosfera próprias. Alugar bicicleta é a melhor forma de explorar — a cidade é plana e as ciclovias vão a toda parte.
Copenhague deu início a uma revolução gastronômica global. O Noma (repetidamente eleito o melhor restaurante do mundo) redefiniu a cozinha nórdica buscando ingredientes locais — ervas selvagens, fermentados, frutos do mar das águas escandinavas. O Geranium (três estrelas Michelin) e o Alchemist (uma experiência imersiva de dezenas de pratos) completam o topo. Mas comer bem e barato é igualmente empolgante: o smørrebrød (sanduíches abertos de pão de centeio — uma arte), os cachorros-quentes das pølsevogne (carrinhos de salsicha), os wienerbrød (os «pães dinamarqueses», doces) recém-assados e o mercado Copenhagen Street Food, em Reffen. O Torvehallerne é um mercado coberto com de tudo, de ostras a café de especialidade.
A Dinamarca foi o coração da Era Viking (séculos VIII a XI). O Museu dos Barcos Vikings, em Roskilde, abriga cinco navios originais resgatados do fiorde e oferece, no verão, passeios em réplicas de barcos longos. Jelling guarda as imensas pedras rúnicas vikings erguidas pelo rei Gorm e pelo seu filho Harald «Dente Azul» (que deu nome à tecnologia Bluetooth) — Patrimônio Mundial da UNESCO. Ribe, a cidade mais antiga da Escandinávia (fundada por volta do ano 700), tem um Centro Viking com aldeia reconstituída e encenações. O Museu Nacional, em Copenhague, tem amplas coleções vikings.
Billund, no centro da Jutlândia, é onde a LEGO foi inventada em 1932 — a LEGO House é uma maravilha arquitetônica, com zonas interativas de LEGO para todas as idades. A Legoland Billund (a original, aberta em 1968) é um parque temático construído em torno do Miniland, com marcos do mundo recriados em milhões de peças de LEGO. Além da LEGO: o Tivoli, em Copenhague, encanta as famílias com atrações, teatro de pantomima e festivais sazonais. O Blue Planet (Aquário Nacional), perto do aeroporto de Copenhague, é o maior do norte da Europa. O terreno plano e a infraestrutura segura de ciclismo fazem da Dinamarca um destino ideal para passeios de bicicleta em família.
As praias do norte da Jutlândia são selvagens, largas e batidas pelo vento — areia branca por quilômetros, com dunas e capim ao fundo. Skagen, na ponta norte do país, é onde os mares de Skagerrak e Kattegat se encontram visivelmente, em ondas que colidem. O Mar de Wadden (UNESCO), na costa sudoeste, é um ecossistema de planícies de maré compartilhado com a Alemanha e os Países Baixos — observação de focas, safáris de ostra e parada de milhões de aves migratórias. Os Penhascos de Møns, na ilha de Møn, são dramáticas falésias de giz branco que se erguem a 128 metros sobre o Báltico. A ilha de Bornholm («a ilha do sol da Escandinávia») tem igrejas redondas, arenque defumado e ateliês de arte.
O hygge — o intraduzível conceito dinamarquês de aconchego e contentamento — não é só um termo de marketing, mas uma prática cultural genuína. Velas por toda parte (os dinamarqueses queimam mais velas per capita do que qualquer outra nação), mantas quentes, café e bolo com os amigos e a arte de desacelerar. A cultura de café de Copenhague encarna isso: cafés de especialidade (The Coffee Collective, Prolog), padarias (Meyers Bageri, Andersen & Maillard) e bares de vinho em porões à luz de velas. A Dinamarca aparece sempre entre os países mais felizes do mundo — viver o porquê faz parte do apelo da viagem. Visite em dezembro pelos mercados de Natal, o vinho quente (gløgg) e os aebleskiver (panquecas esféricas).
Dinheiro e moeda
Coroa dinamarquesa (DKK)
Código da moeda: DKK
Dicas práticas sobre dinheiro
Coroa dinamarquesa (DKK) — não é o euro, mas é atrelada a ele
A Dinamarca usa a coroa dinamarquesa (DKK, kr). Apesar de ser membro da UE, votou por ficar fora da zona do euro em um referendo de 2000 e mantém a coroa, atrelada de forma estreita ao euro (cerca de 7,46 DKK por EUR). Moedas e cédulas de euro não são aceitas — alguns restaurantes muito turísticos podem aceitá-las, mas a taxas ruins. Os caixas eletrônicos e as casas de câmbio são a melhor forma de obter DKK. A Dinamarca é uma das sociedades mais cashless da Terra: o cartão e o pagamento por celular dominam. Para o viajante brasileiro, o real não circula lá; troque por outra moeda ou use o cartão, e lembre-se do IOF sobre operações internacionais.
Extremamente cashless — Apple Pay, Google Pay e MobilePay em toda parte
A Dinamarca está sempre entre os países mais cashless do mundo. Praticamente todo negócio aceita Visa e Mastercard — cafés, táxis, museus, supermercados, barracas de feira e até alguns vendedores de comida de rua. Apple Pay e Google Pay funcionam perfeitamente nos terminais de aproximação dinamarqueses. O MobilePay é o aplicativo local dominante (usado por mais de 90% dos dinamarqueses), mas exige um número de telefone dinamarquês — turistas às vezes conseguem vincular cartões estrangeiros. O American Express é menos aceito que Visa/Mastercard. Levar dinheiro em espécie é opcional na maioria das viagens. Para cartões brasileiros, lembre-se ainda do IOF sobre compras e saques internacionais.
Caixas disponíveis, mas pouco necessários — Danske Bank, Nordea, Jyske Bank
Os caixas eletrônicos (hæveautomater) estão disponíveis em Copenhague, Aarhus, Odense, Aalborg e outras cidades, embora você possa nem precisar de dinheiro. Os caixas do Danske Bank, do Nordea e do Jyske Bank aceitam Visa e Mastercard internacionais. O aeroporto de Copenhague (CPH) tem caixas antes e depois do controle. Vilarejos menores e algumas comunidades de ilha podem ter menos caixas — mas a aceitação de cartão ali continua excelente. O dinheiro é útil sobretudo para uma feira ocasional ou uma gorjeta.
Custo de vida alto — o nível de preços da Escandinávia
A Dinamarca é um dos destinos mais caros da Europa Ocidental. Hostel econômico: DKK 200 a 350 a diária. Hotel de categoria média em Copenhague: DKK 1.200 a 2.500. Jantar em restaurante de categoria média: DKK 200 a 500. Smørrebrød (sanduíche aberto) em um café: DKK 60 a 120. Cerveja em um bar: DKK 60 a 90. Bilhete único do metrô de Copenhague: DKK 24. O álcool é caro (imposto alto). Cozinhar em apartamentos alugados e usar supermercados de desconto (Netto, Lidl, Rema 1000, Aldi) economiza bastante.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.