Equador

🇪🇨

Código Telefônico

+593

Capital

Quito

População

18 milhões

Nome Nativo

Ecuador

Região

Américas

América do Sul

Fusos Horários

Ecuador Time

UTC-05:00

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O Equador é um país de diversidade extraordinária concentrada em um dos menores territórios da América do Sul. Cortado pela linha do equador, na costa do Pacífico do continente, reúne quatro mundos distintos: as terras altas andinas, com seus vulcões nevados e mercados indígenas; a floresta amazônica, repleta de vida selvagem; a costa do Pacífico, com praias e vilas de pescadores; e as lendárias Ilhas Galápagos — um laboratório vivo da evolução. Do esplendor colonial de Quito, uma das capitais mais altas do mundo, às florestas nubladas de Mindo e ao vibrante mosaico cultural de Otavalo, o Equador oferece ao viajante uma concentração ímpar de maravilhas naturais, herança cultural e biodiversidade dentro de fronteiras notavelmente compactas.

Regras de entrada para o Equador

O Equador mantém uma política de entrada acolhedora. Tanto quem viaja com passaporte brasileiro quanto com passaporte português entra sem visto, a turismo ou negócios, por até 90 dias dentro de um período de 12 meses. A isenção vale para turismo, visitas a familiares, conferências ou atividades curtas de negócios. Para estadas mais longas, trabalho, estudo ou residência, é preciso solicitar a categoria de visto adequada em consulado equatoriano antes da viagem. O Equador usa o dólar americano como moeda oficial, o que simplifica o planejamento financeiro. Atenção a um ponto de saúde: pode-se exigir o certificado de febre amarela de quem chega de certos países endêmicos da África e da América do Sul — como o Brasil tem áreas de febre amarela, o viajante que parte do Brasil deve levar o certificado. As Ilhas Galápagos têm regras de entrada próprias, com taxas específicas (veja as informações essenciais).

Tipos de visto comuns

Entrada de turista (sem visto)

Até 90 dias por período de 12 meses, com possibilidade de prorrogação.

Para turismo, visitas a familiares, reuniões de negócios ou conferências — caso do passaporte brasileiro e do português, ambos isentos de visto.

Visto de residência temporária

Em geral concedido por até 2 anos, renovável conforme a subcategoria.

Para quem planeja trabalhar, estudar, fazer negócios, atuar como voluntário ou estabelecer residência temporária no Equador. Inclui várias subcategorias conforme a finalidade.

Visto de residência permanente

Por tempo indeterminado, sujeito à renovação periódica do documento de residência.

Para quem manteve a residência temporária pelo período exigido, tem vínculos familiares no Equador ou se qualifica por programas de investimento ou aposentadoria.

Visto profissional

Ligado à duração do contrato de trabalho, em geral de até 2 anos, renovável.

Para quem é contratado por empresas ou organizações equatorianas. Exige a documentação de emprego.

Informações essenciais para viajar ao Equador

Entrada sem visto por até 90 dias (em 12 meses) para passaporte brasileiro e português, a turismo ou negócios. Para trabalho, estudo ou residência, é preciso o visto adequado, solicitado em consulado antes da viagem.

O Equador usa o dólar americano como moeda oficial desde 2000 — não há moeda local. O real e o euro não são usados no dia a dia; leve dólares ou saque em caixa. Para o viajante brasileiro, lembre-se do IOF sobre operações internacionais.

O país abrange quatro regiões geográficas com climas muito diferentes. Leve roupas em camadas para o frio andino de Quito, roupas mais leves para a costa e a Amazônia, e prepare-se para mudanças bruscas de tempo nas terras altas.

Guia de viagem

O Equador concentra quatro biomas distintos — Andes, Amazônia, costa do Pacífico e as Galápagos — em um país menor que o Reino Unido. Dá para tomar o café da manhã em um pátio colonial de Quito, a 2.850 metros de altitude, almoçar na floresta nublada de Mindo, com mais de 500 espécies de aves sobre a cabeça, e jantar na costa do Pacífico no mesmo dia. O centro histórico de Quito foi inscrito na primeira Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, em 1978, e continua sendo um dos maiores e mais bem preservados centros coloniais das Américas — a igreja de La Compañía de Jesús, com suas sete toneladas de folha de ouro, as pinturas da Escola de Quito em San Francisco, a Plaza Grande e o funicular até o Pichincha, com a vista do alto. Ao norte de Quito, Otavalo mantém um dos mais antigos mercados indígenas em funcionamento contínuo da América do Sul, onde tecelões de língua kichwa vendem têxteis na mesma praça de sábado que seus ancestrais usavam em tempos pré-incas. Ao sul, a Avenida dos Vulcões — batizada por Alexander von Humboldt em 1802 — alinha o Cotopaxi (5.897 m, um dos vulcões ativos mais altos do mundo), o Chimborazo (6.263 m, cujo cume é o ponto da superfície da Terra mais distante do centro do planeta, por causa do abaulamento equatorial) e o Cayambe, ao longo da Panamericana. As Galápagos, a cerca de 1.000 km da costa, são onde Charles Darwin fez, em 1835, as observações que se tornariam «A Origem das Espécies»; a entrada exige um cartão de controle de trânsito (US$ 20) mais a taxa do parque nacional (US$ 200 para adultos estrangeiros). A Amazônia, a leste dos Andes — o Parque Nacional Yasuní é frequentemente citado como o ponto mais biodiverso do planeta —, é alcançada via Coca, Lago Agrio ou Tena, depois de canoa e voo pequeno. O Equador adotou o dólar americano como moeda nacional em 2000, o que remove o atrito do câmbio e torna o orçamento incomumente transparente.

Formas de explorar este destino

Cultura e patrimônio andinos

Quito, Otavalo, Cuenca e as rotas das cidades andinas, pela arquitetura colonial, pelos mercados e pelo contexto cultural indígena. O centro histórico de Quito é um dos primeiros sítios da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Rota dos vulcões

As paisagens da região do Cotopaxi, os miradouros de altitude e os circuitos de trekking ao longo do corredor vulcânico do Equador — incluindo o Chimborazo, o ponto mais distante do centro da Terra.

Natureza na Amazônia

Roteiros pela porta de entrada da floresta tropical, voltados à biodiversidade, aos sistemas de rios e às experiências guiadas em ecolodges — com o Parque Nacional Yasuní entre os mais biodiversos do mundo.

Costa e roteiros marinhos

As praias do Pacífico, as rotas da temporada de baleias e as cidades litorâneas, para o surfe, a vida marinha e o clima quente.

Galápagos

Um destino de biodiversidade única, com regras de acesso e conservação rigorosas — onde Darwin fez as observações de 1835. A entrada exige o cartão de controle de trânsito e a taxa do parque nacional.

Viagens compactas por várias regiões

Roteiros eficientes que cruzam o país e combinam terras altas, costa e floresta em um único plano de viagem, graças às distâncias relativamente curtas.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
$

Dólar dos EUA (USD)

Código da moeda: USD

Dicas práticas sobre dinheiro

Dólar americano — a moeda oficial do Equador desde 2000

O Equador adotou oficialmente o dólar americano (USD) em 2000 e não tem moeda local. Para o viajante brasileiro ou português, o real e o euro não são usados no dia a dia: leve dólares ou saque em caixa na chegada (em bancos como Banco Pichincha e Banco del Pacífico, em Quito ou Guayaquil) — a troca de outras moedas se faz só em grandes bancos e a taxas ruins. Leve cédulas de baixo valor (US$ 1, 5, 10, 20) — as notas de US$ 50 e US$ 100 costumam ser recusadas em lojas pequenas, mercados e transporte rural por receio de falsificação, e muitos estabelecimentos não aceitam cédulas rasgadas ou muito marcadas. Para cartões e saques brasileiros, lembre-se do IOF sobre operações internacionais a partir do Brasil.

Caixas nas cidades — leve dinheiro para as Galápagos e áreas rurais

Há muitos caixas eletrônicos em Quito, Guayaquil e Cuenca: Banco Pichincha, Banco del Pacífico, Produbanco e Banco Guayaquil aceitam Visa e Mastercard internacionais. Nas cidades turísticas (Baños, Montañita, Otavalo) costuma haver uma ou duas máquinas, mas as filas podem ser longas e os limites baixos. Na Amazônia (Tena, Puyo, Coca) e nas Galápagos, os caixas são escassos e muitas vezes ficam sem cédulas. Abasteça-se antes de ir às Galápagos — Santa Cruz (Puerto Ayora) tem alguns caixas, mas eles esvaziam, sobretudo nos fins de semana. A taxa do Parque Nacional Galápagos (US$ 200 por pessoa) é paga em dinheiro nos aeroportos de Baltra ou San Cristóbal.

Cartão nas cidades e pontos turísticos — dinheiro para mercados e zona rural

Visa e Mastercard são amplamente aceitos em restaurantes, hotéis e lojas do centro histórico de Quito e do bairro de La Mariscal, na orla (Malecón) de Guayaquil e nos principais corredores turísticos. O American Express tem aceitação limitada. Apple Pay e Google Pay quase não funcionam — o pagamento por aproximação é raro, mesmo em restaurantes mais sofisticados de Quito. No famoso mercado de artesanato de Otavalo, nos ônibus locais, nos lodges de turismo comunitário dos Andes e na Amazônia, o dinheiro (em dólar) é essencial. Um IVA de 12% incide sobre a maioria dos bens e serviços. Para cartões brasileiros, lembre-se ainda do IOF sobre compras e saques internacionais.

Andes em conta — Galápagos caras

O Equador se divide em duas faixas de orçamento. No continente: pousada econômica US$ 15 a 35 a diária; hotel de categoria média US$ 50 a 100. Almuerzo local (prato do dia — sopa, prato principal, suco) em um mercado ou comedero: US$ 2 a 4. Ônibus de longa distância (Quito a Baños): US$ 4. Nas Galápagos: hostel econômico em Puerto Ayora US$ 50 a 90 a diária; passeio de barco de um dia US$ 80 a 150; taxa do parque nacional US$ 200 (só em dinheiro, no aeroporto). Uma gorjeta de 10% é costume nos restaurantes (embora nem sempre obrigatória).

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro