Visão geral
Praias do Caribe
Ruínas maias e cenotes
Recife e ilhas
Comida e vida noturna
Cancún fica no canto nordeste da península de Yucatán, onde o Caribe encontra o Golfo do México, e é o motor do turismo de praia mexicano — o destino mais movimentado do país e um dos mais visitados das Américas. Tem duas faces. A mais famosa é a Zona Hoteleira, uma ilha-barreira de 22 km em forma de sete, com grandes resorts, beach clubs, shoppings e baladas ao longo de uma faixa de areia branca como pó e de uma água caribenha que vai do turquesa ao azul-profundo, com a calma lagoa Nichupté do lado interno. A outra é a cidade mexicana do dia a dia, o centro (El Centro), onde mora a maioria dos locais e ficam os mercados, as taquerías e os hotéis mais econômicos. Planejada do zero a partir dos anos 1970 sobre um litoral quase vazio, Cancún é assumidamente um resort, mas também a base perfeita para a região: a Riviera Maia desce para o sul por Playa del Carmen e por Tulum, com suas ruínas maias sobre a falésia; as grandes cidades maias do interior — Chichén Itzá e Cobá — e as cidades coloniais da Yucatán ficam a um bate-volta; e o próprio Caribe oferece o Sistema Recifal Mesoamericano (o segundo maior do mundo) para snorkel e mergulho, o museu submarino MUSA, os cenotes na selva e as ilhas de Isla Mujeres e Cozumel a uma curta travessia de balsa. A melhor época é a estação seca, de novembro a abril; o verão e o outono são mais quentes e chuvosos, dentro da temporada de furacões do Atlântico, e o sargaço (alga) pode chegar às praias em certos períodos.
Descubra Cancún
Do maia «kaan» (serpente) e «kun» (ninho), em geral traduzido como «ninho de serpentes» — uma referência à fauna da laguna e dos manguezais que cercavam a ilha. Até o início dos anos 1970, Cancún não passava de uma estreita língua de areia quase deserta, com um punhado de pescadores e selva ao redor; foi o Fundo Nacional de Fomento ao Turismo (FONATUR) que a escolheu para erguer o primeiro grande resort planejado do México. Por isso a Zona Hoteleira parece desenhada com régua — ela foi, literalmente, projetada do zero.
Depende do que você procura. A Zona Hoteleira é a ilha-barreira de 22 km dos grandes resorts, dos beach clubs e das baladas, com pé na areia caribenha — prática para quem quer praia o tempo todo. O centro (El Centro), a poucos minutos de ônibus ou táxi, é a Cancún de verdade: mercados, taquerías, hotéis e pousadas bem mais em conta, a preços de gente local. Um detalhe útil: por lei, todas as praias do México são públicas — então, mesmo hospedado no centro, você pode usar os acessos públicos da Zona Hoteleira, como a famosa Playa Delfines.
É uma das experiências mais inusitadas do Caribe mexicano: o Museu Subaquático de Arte, com mais de 500 esculturas em tamanho real afundadas nas águas entre Punta Cancún, Punta Nizuc e Isla Mujeres. Inaugurado em 2010, nasceu como projeto de conservação — as estátuas viram recife artificial, atraem corais e aliviam a pressão sobre os recifes naturais. Conhece-se mergulhando no salão mais fundo (Manchones) ou de snorkel e barco com fundo de vidro no mais raso (Punta Nizuc), sempre com operadores autorizados.
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