Suíça
Código Telefônico
+41
Capital
Bern
População
8,7 milhões
Nome Nativo
Schweiz
Região
Europa
Europa Ocidental
Fuso Horário
Central European Time
UTC+01:00
Nesta página
A Suíça, o coração montanhoso da Europa, alia neutralidade política, prosperidade e uma sofisticação cultural rara num país pequeno. Encravada nos Alpes, construiu uma reputação global em engenharia de precisão, finanças, indústria farmacêutica e relojoaria de luxo, e sedia em Genebra organizações internacionais como a ONU, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a Organização Mundial da Saúde. A sua estrutura singular de confederação de 26 cantões, somada às quatro línguas nacionais (alemão, francês, italiano e romanche), cria um mosaico cultural dentro de uma das democracias mais estáveis do mundo. A Suíça não é membro da União Europeia, mas participa plenamente do Espaço Schengen — o que a torna uma porta de entrada acessível para os Alpes, os lagos cristalinos e as cidades medievais da Europa central. Do polo financeiro de Zurique à diplomacia cosmopolita de Genebra, da beleza de Lucerna à pujança farmacêutica de Basileia, a Suíça oferece experiências de viagem incomparáveis — com uma ressalva prática essencial para o viajante: aqui não se usa o euro, e sim o franco suíço.
Vistos e regras de entrada na Suíça
A Suíça aplica as regras do Espaço Schengen, ainda que não seja membro da União Europeia. Cidadãos do Brasil entram sem visto, a turismo ou negócios, por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias — mesma regra de cerca de 60 nacionalidades isentas (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Japão, entre outras). Cidadãos de Portugal e dos demais países da UE, do EEE e da própria EFTA têm liberdade de circulação e podem residir e trabalhar mediante registro. Os dias Schengen são cumulativos entre os 27 países do espaço (máximo 90 por período de 180), e o passaporte deve ter validade de pelo menos três meses além da saída. Para os demais passaportes lusófonos — Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste — costuma ser exigido um visto Schengen de curta duração (tipo C), solicitado num consulado suíço ou centro de vistos autorizado, com seguro-viagem de cobertura mínima de 30 mil francos. Para estadias acima de 90 dias (trabalho, estudo, reunificação familiar), exige-se um visto nacional (tipo D), que funciona como visto de entrada e autorização de residência. Para os isentos de visto, verifique se passará a ser exigida a autorização prévia ETIAS (semelhante ao ESTA norte-americano) no portal oficial. Confirme sempre as regras atuais antes de viajar.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto no Espaço Schengen
Para turismo e negócios de cidadãos do Brasil e de cerca de 60 países isentos. Sem solicitação prévia: o carimbo de entrada é feito na fronteira Schengen. Passaporte válido por pelo menos 3 meses além da saída.
Visto Schengen de curta duração (tipo C)
Para nacionalidades que precisam de visto, entre elas vários países africanos lusófonos. Cobre turismo, negócios, conferências, visitas a familiares e tratamento médico curto. Solicita-se num consulado suíço ou centro de vistos autorizado, com seguro-viagem de cobertura mínima de 30 mil francos.
Liberdade de circulação UE/EFTA
Para cidadãos de Portugal, da União Europeia, do EEE e da EFTA, que entram apenas com cartão de cidadão ou passaporte e podem residir e trabalhar na Suíça mediante registro junto às autoridades cantonais.
Visto nacional (tipo D)
Para estadias acima de 90 dias: contrato de trabalho, curso universitário, pesquisa, reunificação familiar ou tratamento médico prolongado. Funciona como visto de entrada e autorização de residência, em geral com aprovação prévia das autoridades cantonais.
Informações importantes para viajar à Suíça
A Suíça parece um protetor de tela e funciona como um relógio suíço — cada clichê sobre o país se confirma, e ao vivo é ainda melhor. Os Alpes dominam a metade sul: a pirâmide icônica do Matterhorn (Zermatt), o trio de picos da região da Jungfrau, com a estação de trem mais alta da Europa (o Jungfraujoch, a 3 454 metros, o «Topo da Europa»), o glaciar de Aletsch (Patrimônio Mundial, o maior dos Alpes) e o esqui de Verbier, St. Moritz e Zermatt, entre os melhores do mundo. Mas a Suíça é muito mais do que montanha: Zurique é uma capital financeira limpa e eficiente, com vida noturna e cena de arte ao longo do rio Limmat; Genebra fica onde o Ródano deixa o lago Léman, emoldurada pelo Mont Blanc; Lucerna é o cartão-postal, com a sua ponte coberta medieval; e Berna, a capital, tem uma cidade velha Patrimônio Mundial de arcadas de arenito. O sistema ferroviário suíço é um dos melhores do mundo, e os trens panorâmicos são destinos em si. A grande nota prática: a Suíça usa o franco suíço (CHF), não o euro — mesmo quem vem de Portugal e da zona do euro precisa trocar ou pagar com cartão. O país é caro, dos mais caros do planeta, mas a qualidade de tudo justifica cada franco. O acesso principal é por Zurique, Genebra e Basileia, com voos diretos de São Paulo e de Lisboa.
Descubra Suíça
Formas de explorar este destino
O Matterhorn em Zermatt, o Jungfraujoch (a estação de trem mais alta da Europa), o glaciar de Aletsch (Patrimônio Mundial) e o esqui de St. Moritz, Verbier e Zermatt — mais de 65 000 km de trilhas no verão.
O Glacier Express (Zermatt–St. Moritz), o Bernina Express (até a Itália, Patrimônio Mundial) e o GoldenPass (Lucerna–Montreux) — e o Swiss Travel Pass para tudo de uma vez.
Zurique e a Bahnhofstrasse, Genebra e o lago Léman, a ponte coberta de Lucerna, a cidade velha de Berna (Patrimônio Mundial), a Art Basel e a Lugano italiana.
O fondue e a raclette, os queijos Gruyère e Emmental e a peregrinação do chocolate (Cailler, Lindt, Sprüngli) — a cultura láctea alpina dos chocalhos e das pastagens.
Mais de 1 500 lagos, os terraços de Lavaux, os barcos a vapor do lago de Lucerna, as cataratas do Reno e o Parque Nacional Suíço, o mais antigo dos Alpes.
A herança relojoeira de Genebra e do Vale de Joux, as cidades-relógio de La Chaux-de-Fonds e Le Locle (Patrimônio Mundial) e os museus Patek Philippe e da Relojoaria.
Dinheiro e moeda
Franco suíço (CHF)
Código da moeda: CHF
Dicas práticas sobre dinheiro
A Suíça não usa o euro — leve francos suíços
A Suíça usa o franco suíço (CHF), não o euro. Esta é a nota prática mais importante, inclusive para quem vem de Portugal e da zona do euro: aqui é preciso trocar ou pagar com cartão. Muitos comércios das áreas turísticas (Genebra, Zurique, Lucerna, Basileia) até aceitam euros, mas a câmbio desfavorável e devolvendo o troco em francos — então pague sempre em francos ou com cartão. Para quem vem do Brasil, raramente vale comprar francos antes de viajar; o melhor é chegar com pouco dinheiro vivo e sacar francos num caixa eletrônico na chegada. Confira a cotação atual no Wise ou na XE — o franco costuma andar perto da paridade com o euro, mas oscila.
Caixas eletrônicos por toda parte, em geral sem taxa local
Os caixas eletrônicos (Bancomat, em alemão; distributeur, em francês) estão em aeroportos, estações, centros das cidades e supermercados, e a maioria aceita Visa, Mastercard e Maestro. Os caixas dos grandes bancos suíços (UBS, PostFinance, Raiffeisen, bancos cantonais) costumam não cobrar taxa local ao titular estrangeiro — as tarifas vêm do seu próprio banco. Cartões multimoeda como Wise e Revolut reduzem bastante esse custo e dão câmbio próximo ao do mercado. Recuse a «conversão para a sua moeda» (DCC) na tela e saque em francos.
Cartão, aproximação e Apple Pay são onipresentes
A Suíça tem aceitação de cartão ainda maior que a de seus vizinhos. Visa e Mastercard funcionam em hotéis, restaurantes, supermercados e na maioria das lojas; o pagamento por aproximação (contactless) e o Apple Pay e o Google Pay são amplamente aceitos, com o mesmo cartão que você usa no celular em casa. O Twint, aplicativo de pagamento dominante entre os suíços, só está disponível para quem tem conta bancária na Suíça — então o visitante usa Apple Pay ou Google Pay ligados ao seu cartão. O American Express é aceito em estabelecimentos de categoria, mas menos comum no resto.
Orçamento para um dos países mais caros do mundo
A Suíça está sempre entre os países mais caros da Europa — planeje um orçamento alto. Uma refeição em restaurante de categoria média em Zurique ou Genebra custa facilmente algumas dezenas de francos por pessoa, e a hospedagem em centro de cidade começa em valores altos. Quem viaja com orçamento mais apertado economiza muito comendo nos supermercados Migros e Coop (que têm cantinas e pratos prontos a bom preço) e usando o Swiss Travel Pass para o transporte. As regiões de montanha (Valais, Grisões) podem superar os preços das cidades na alta temporada de esqui.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Embaixadas em Suíça
Estas embaixadas e consulados estão sediados no país. Selecione uma missão para ver detalhes e informações de contato.
Todos os países por continente
Institutos culturais — Suíça
Cursos de idioma, exames, bibliotecas e programas culturais com presença local.