Butão
Código Telefônico
+975
Capital
Thimphu
População
775.000
Nome Nativo
ʼbrug-yul
Região
Ásia
Ásia Meridional
Fuso Horário
Bhutan Time
UTC+06:00
Nesta página
O Butão é um reino do Himalaia conhecido pelos mosteiros, pelas fortalezas (dzongs), pelas paisagens dramáticas de montanha e por uma filosofia própria — a Felicidade Interna Bruta. O país prioriza o turismo sustentável, com número controlado de visitantes e uma taxa diária. Atraem o viajante o Mosteiro do Ninho do Tigre (Paro Taktsang), o Punakha Dzong, a mistura de tradição e modernidade de Thimphu, rotas de trekking espetaculares, os vibrantes festivais budistas (tsechus) e a natureza intacta. O Butão oferece uma experiência cultural autêntica, voltada à preservação e não ao turismo de massa.
Regras de entrada e visto para o Butão
O turismo no Butão segue uma política de alto valor e baixo volume. Brasileiros e portugueses, como todos os turistas internacionais (exceto cidadãos da Índia, de Bangladesh e das Maldivas), precisam de visto e pagam a Taxa de Desenvolvimento Sustentável (SDF) — atualmente US$ 100 por adulto por noite (US$ 50 para crianças de 6 a 12 anos, grátis abaixo de 6) —, que financia saúde e educação gratuitas e a conservação ambiental. Desde 2022, é possível solicitar o visto diretamente on-line no portal oficial, ou pedir que uma operadora ou hotel faça isso por você; a taxa única de visto é de US$ 40 e o processamento leva cerca de cinco dias úteis. O visto é emitido como uma carta de autorização eletrônica, apresentada na chegada. Um guia licenciado é exigido para viajar além de Thimphu e Paro e em todos os treks. O passaporte deve ser válido por pelo menos seis meses.
Tipos de visto comuns
Visto de turista (internacional)
Para turistas internacionais — inclusive brasileiros e portugueses — em viagens culturais, trekking e visitas. Solicitado on-line diretamente ou por meio de operadora ou hotel.
Permissão regional (Índia, Bangladesh, Maldivas)
Para cidadãos da Índia, de Bangladesh e das Maldivas, em viagens de turismo ou negócios.
Visto de negócios
Para estrangeiros em atividades comerciais, conferências ou visitas oficiais ao Butão, mediante convite de empresa ou órgão do governo butanês.
Permissão de trabalho
Para estrangeiros empregados por organizações butanesas, ONGs ou agências internacionais que atuam no Butão. O empregador inicia o pedido.
Informações importantes para viajar ao Butão
Guia de viagem
O Butão é o último reino budista da Terra e um destino sem igual — um país que mede o sucesso pela Felicidade Interna Bruta, e não pelo PIB, e limita deliberadamente o turismo para proteger a cultura e o ambiente. O Mosteiro do Ninho do Tigre (Paro Taktsang), agarrado a um paredão a 3 120 metros, é a imagem-símbolo do Butão e um dos lugares budistas mais sagrados do mundo — a caminhada até lá está entre as experiências mais inesquecíveis da Ásia. O Punakha Dzong, onde os rios Mo Chhu e Pho Chhu se encontram, talvez seja a mais bela fortaleza-mosteiro do Himalaia, cenário de casamentos reais. Thimphu é uma capital sem semáforos, com o imenso Buda Dordenma dourado, um animado mercado de fim de semana e uma tensão fascinante entre tradição profunda e modernidade cautelosa. Os espetaculares festivais tsechu, com as danças mascaradas Cham, o desenrolar de gigantescos thangkas e as bênçãos dos bobos sagrados (Atsara), são profundamente espirituais e visualmente eletrizantes. O distrito de Bumthang é considerado o coração espiritual do país, com seus templos mais antigos. O Snowman Trek é tido como uma das trilhas de longa distância mais difíceis do planeta.
Formas de explorar este destino
O Mosteiro do Ninho do Tigre no alto do paredão, o majestoso Punakha Dzong na confluência de dois rios, o Trongsa Dzong como berço da monarquia e o Rinpung Dzong em Paro — as fortalezas-mosteiro do Butão são obras-primas arquitetônicas e centros espirituais vivos.
Os festivais tsechu são o ponto alto do calendário butanês: danças mascaradas Cham que recontam lendas budistas, enormes thangkas desenrolados ao amanhecer e comunidades inteiras reunidas em seus melhores trajes kira e gho — uma janela para uma tradição viva que pouco mudou em séculos.
O Snowman Trek (25 dias cruzando passos de até 5 300 m) é tido como uma das trilhas de longa distância mais difíceis do mundo. O Druk Path Trek liga Paro a Thimphu por lagos de montanha. O Jomolhari Trek rende vistas do sagrado monte Jomolhari (7 326 m) — tudo em natureza intacta.
O Butão é o único país carbono-negativo do mundo e pioneiro do turismo de alto valor e baixo volume. A Taxa de Desenvolvimento Sustentável financia educação e saúde gratuitas para todos os cidadãos. Viajar com operadores e guias licenciados sustenta diretamente as comunidades locais e a conservação.
Meditação em mosteiros budistas, caminhadas de peregrinação a sítios sagrados no vale de Bumthang, bandeiras de oração ao vento nos passos de montanha e a ressonância profunda das trompas de concha na puja da manhã — o Butão oferece experiências espirituais autênticas, longe do turismo de bem-estar.
O Ema Datshi (pimenta com queijo) é o ardente prato nacional. Arroz vermelho, momos (pastéis cozidos no vapor), suja (chá de manteiga com sal) e ara (vinho de arroz) completam a mesa. O tiro com arco é o esporte nacional, e as competições são celebradas com canto e dança — uma fascinante experiência comunitária.
Dinheiro e moeda
Ngultrum (BTN), rupia indiana (INR)
Código da moeda: BTN
Dicas práticas sobre dinheiro
Ngultrum atrelado à rupia indiana
O ngultrum do Butão (BTN) é atrelado 1 para 1 à rupia indiana (INR). As duas moedas circulam livremente pelo país. Há câmbio no Aeroporto de Paro e em bancos de Thimphu e Paro. Moedas fortes (dólar americano, euro, libra) podem ser trocadas no Bank of Bhutan e no Bhutan National Bank. Para o viajante brasileiro, levar dólares ou euros em espécie para trocar é a forma mais prática de chegar com dinheiro.
Caixas eletrônicos só nas cidades principais
Há caixas eletrônicos em Thimphu e Paro, mas são raros ou inexistentes no restante do país. Os caixas do Bank of Bhutan e do Bhutan National Bank aceitam Visa e Mastercard internacionais. Saque o suficiente antes de seguir para áreas rurais, vales ou rotas de trekking. Os saques saem em ngultrum.
Cartão aceito sobretudo em hotéis de padrão alto
Cartões de crédito e débito (Visa, Mastercard) são aceitos em alguns hotéis de padrão alto e poucas lojas de Thimphu e Paro. Fora dessas cidades, conte com o dinheiro vivo. Desde 2022 não há mais pacote obrigatório com tudo incluído — você paga a própria hospedagem, as refeições, o transporte e o guia (a SDF é à parte), então precisa de mais dinheiro para o dia a dia do que no antigo modelo de tarifa pré-paga. Saques e compras internacionais com cartão emitido no Brasil têm IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) — confirme a alíquota com o seu banco.
Dinheiro é rei fora de Thimphu
Leve ngultrum ou rupias indianas em espécie suficientes para lembranças, gorjetas, compras pessoais e imprevistos. Rupias indianas de 500 e abaixo são aceitas em toda parte (notas maiores podem ser recusadas). A gorjeta não é tradição local, mas é apreciada — pequenas gorjetas para guias e motoristas viraram costume entre os visitantes internacionais.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Missões acreditadas para Butão
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