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Viajar aos EUA com passaporte brasileiro: o visto de visitante B-1/B-2, por que o ESTA não vale, e como solicitar

O Brasil não faz parte do Visa Waiver Program dos EUA, então o brasileiro precisa de um visto — normalmente o de visitante B-1/B-2 — e não de um ESTA. O que o B-1/B-2 cobre, a taxa, o DS-160 e a entrevista, e as categorias de trabalho e estudo.

A bandeira dos Estados Unidos da América: cinquenta estrelas brancas sobre fundo azul e treze faixas vermelhas e brancas.

Para o passaporte brasileiro, uma viagem aos EUA é questão de visto, não de ESTA: o Brasil está fora do Visa Waiver Program, então turismo e negócios exigem o visto de visitante B-1/B-2, solicitado no consulado americano.

Bandeira nacional dos EUA (domínio público)

Brasileiros precisam de visto para os EUA?

Sim. O Brasil não faz parte do Visa Waiver Program dos Estados Unidos, então o brasileiro não pode viajar aos EUA com um ESTA — essa autorização on-line vale apenas para as cerca de quarenta nacionalidades do programa de isenção. Para passeio, visita à família ou negócios, o caminho é um visto de visitante, o B-1/B-2, solicitado num consulado americano no Brasil antes de viajar.

Vale deixar isso claro logo de início, porque muita gente ouve que ir aos EUA é só preencher um formulário on-line. Isso vale para passaportes britânicos, europeus e alguns outros — não para o brasileiro. Não existe ESTA para brasileiros; o primeiro passo honesto é planejar o visto consular, com formulário, taxa e entrevista. É um processo consolidado — o Brasil tem uma das maiores redes consulares dos EUA no mundo — e este guia mostra tudo.

A seguir: como o B-1/B-2 funciona e o que costuma cobrir, o passo a passo do pedido, as categorias de trabalho e estudo, o detalhe do trânsito que pega o viajante de surpresa e o formato prático de uma viagem. Para começar pelo destino, veja a visão geral dos Estados Unidos.

Por que é visto, e não ESTA — e o que o B-1/B-2 cobre

O Visa Waiver Program permite que cidadãos de países membros visitem os EUA por até 90 dias com um ESTA. O Brasil não é membro, e a adesão depende de critérios — entre eles índices muito baixos de recusa de visto — que o país não atende hoje. Então a via do ESTA está simplesmente fechada para o passaporte brasileiro, por mais curta que seja a viagem; não há nada a solicitar on-line no lugar do visto.

O visto de visitante vem em duas metades unidas, quase sempre emitidas juntas como B-1/B-2. O B-1 cobre visitas de negócios — reuniões, congressos, negociações, treinamentos que não sejam trabalho remunerado no local. O B-2 cobre turismo, visita a familiares e amigos e tratamento médico. Nenhum dos dois cobre trabalho remunerado, estudo com créditos ou mudança para os EUA — para isso há outras categorias, mais adiante.

Para o brasileiro, o B-1/B-2 costuma ser concedido com múltiplas entradas e vários anos de validade (historicamente até dez anos), conforme a tabela de reciprocidade vigente — que convém confirmar, pois é revista periodicamente. O visto em si não define quanto tempo dura cada visita: quem decide é o agente na fronteira, na chegada, muitas vezes por até seis meses.

Como solicitar o B-1/B-2 — passo a passo
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    Preencher o DS-160 on-line: O pedido começa pelo formulário DS-160: dados do passaporte e pessoais, planos de viagem, perguntas sobre trabalho e histórico, e uma foto dentro das especificações. Preencha com atenção — o código de barras da página de confirmação é o que você leva adiante, e erros obrigam a recomeçar. Um serviço de apoio ao pedido pode orientar o DS-160 e revisá-lo antes do envio, mediante uma taxa de serviço além da taxa oficial.
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    Pagar as taxas: A taxa de solicitação (MRV) do B-1/B-2 é de US$ 185 por solicitante, paga antes de agendar; não é reembolsável nem, em regra, transferível. Para brasileiros há ainda uma taxa de emissão (reciprocidade) aplicável conforme a nacionalidade — confira o valor atual no consulado. Cada viajante, inclusive crianças, precisa do próprio pedido e das próprias taxas.
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    Agendar — ou verificar a isenção de entrevista: Crie um perfil no sistema oficial de agendamento, pague e marque. A maioria dos solicitantes faz entrevista presencial; muitas renovações podem dispensá-la se o visto B-1/B-2 estiver válido ou vencido há menos de 12 meses, o titular tinha 18 anos ou mais na emissão anterior e o visto foi concedido com validade plena. Os prazos de agendamento variam bastante — comece cedo.
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    Fazer a entrevista no consulado: As entrevistas ocorrem no Consulado em São Paulo — o maior posto emissor de vistos dos EUA no mundo — ou no Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Porto Alegre, cada um cobrindo uma região. O cônsul avalia o objetivo da viagem e seus vínculos com o Brasil e decide. Leve a confirmação do DS-160, a carta de agendamento, o passaporte e os documentos de apoio.
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    Retirar o passaporte com o visto: Se aprovado, o passaporte volta com o visto — em regra com múltiplas entradas e vários anos de validade. A duração de cada visita é definida pelo agente na fronteira. Confira os dados do visto na retirada — nome, data de nascimento e validade — antes de viajar.
Além da visita: estudo, trabalho e intercâmbio
  • Estudo — o F-1: O Brasil é um dos maiores emissores de estudantes para os EUA. Um curso com créditos ou uma graduação numa instituição americana exige o visto de estudante F-1 (M-1 para cursos profissionalizantes), vinculado a uma admissão e ao registro SEVIS — não ao visto de visitante.
  • Trabalho — H-1B, L-1, O-1: Trabalho remunerado exige visto de trabalho: H-1B para ocupações especializadas, L-1 para transferências dentro do mesmo grupo, O-1 para habilidade extraordinária. Viagens de negócios no B-1 são permitidas; exercer o trabalho em si em solo americano, não.
  • Intercâmbio e treinamento — o J-1: Au pair, estágios, treinamentos, pesquisadores e professores visitantes usam o visto de intercâmbio J-1, por meio de um patrocinador de programa autorizado. Algumas categorias J-1 têm exigência de dois anos de residência no país de origem — vale checar cedo.

O detalhe do trânsito

Um ponto que pega o brasileiro de surpresa: os EUA não têm zona de trânsito internacional, e como não existe ESTA para o passaporte brasileiro, até fazer conexão num aeroporto americano — a caminho do Caribe, do Canadá ou de outro destino — exige visto americano. É o seu B-1/B-2, ou um visto de trânsito C-1 se não houver outro motivo para entrar. Não há atalho pela área internacional; providencie o visto até para uma conexão.

Para a viagem em si, LATAM, GOL, Azul, American, United e Delta ligam São Paulo (GRU) e o Rio (GIG) a Miami, Orlando, Nova York e outros destinos, com voos diretos e conexões. Miami e Orlando concentram boa parte do tráfego — as compras e as praias de uma, os parques temáticos da outra — e a comunidade brasileira na Flórida é enorme.

Com o visto em mãos: para onde os brasileiros vão
  • Orlando — os parques: O destino brasileiro por excelência: os parques da Disney e da Universal, resorts e outlets, ideal para a viagem em família — na Flórida, a duas horas de carro de Miami.
  • Miami — compras e praias: Praias, vida noturna, compras e a porta dos Everglades e das Keys — outro clássico brasileiro, muitas vezes combinado com Orlando. Cidade e chegada em Miami.
  • Nova York: A grande viagem de cidade, com museus, teatros e compras. Retrato da cidade e chegada em Nova York, a região no estado de Nova York.
  • Califórnia e o Oeste: Los Angeles, a costa do Pacífico e os parques nacionais do Sudoeste — o roteiro mais longo, para além do eixo Flórida–Nova York. Mais em Los Angeles.
Perguntas frequentes

Sim. O Brasil não faz parte do Visa Waiver Program dos EUA, então brasileiros não podem usar o ESTA. Para turismo ou negócios, solicita-se o visto de visitante B-1/B-2 num consulado americano no Brasil; para trabalho ou estudo, aplica-se na categoria correspondente.

Não. O ESTA vale apenas para cidadãos de países do Visa Waiver Program, e o Brasil não é um deles. Não há autorização on-line que substitua o visto para o passaporte brasileiro — o B-1/B-2 (ou outra categoria) é obrigatório, por mais curta que seja a viagem.

A taxa de solicitação (MRV) do B-1/B-2 é de US$ 185 por solicitante, paga antes de agendar e não reembolsável. Para brasileiros pode haver ainda uma taxa de emissão (reciprocidade), conforme o valor vigente no consulado. Um serviço de apoio pode acrescentar uma taxa moderada pela orientação e revisão do pedido.

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