Brasileiros precisam de visto para o Egito?
Sim. Cidadãos brasileiros precisam de visto para qualquer entrada turística no Egito — o passaporte brasileiro não isenta de visto. A opção mais prática é o e-Visa: solicitação online, prazo habitual de cinco a sete dias úteis, taxa de USD 25 (o equivalente em reais varia conforme a cotação do dia — verificar o valor ao momento da solicitação; USD 25 equivale aproximadamente a BRL 135–145 com cotações recentes) para uma entrada simples com trinta dias de estadia. A variante de entradas múltiplas custa USD 60 e permite até noventa dias dentro de seis meses de validade.
2026 é um ótimo ano para conhecer o Egito. O Grande Museu Egípcio em Gizé abriu completamente após mais de vinte anos de obras, vários túmulos reais em Luxor foram restaurados e reabertos ao público, e o roteiro clássico Cairo–Nilo–Mar Vermelho está em plena forma. A partir do Brasil, o voo exige escala, mas as conexões via Doha e Istambul são frequentes e bem programadas.
Este guia explica as três formas de obter o visto, os casos especiais (residentes com outro passaporte, menores, Sinai), as conexões a partir do Brasil e os pontos altos do roteiro. Para conhecer melhor o destino antes de tratar do visto: guia de viagem Egito.
Três caminhos para o visto do Egito 2026
Para cidadãos brasileiros existem três opções em 2026: o e-Visa antes da viagem, o Visa on Arrival ao chegar ou o processo consular para casos especiais. O e-Visa tem dois caminhos: diretamente no portal oficial egípcio ou por meio de um serviço de visto em português. Os dois resultam no mesmo visto com a mesma taxa oficial.
1. e-Visa antes da viagem. Diretamente no portal oficial do Ministério das Relações Exteriores do Egito: formulário em inglês, upload do passaporte e foto, pagamento em USD com cartão de crédito, prazo de cinco a sete dias úteis, confirmação em PDF. Ou por meio de um serviço de visto em português: processo em português, sem formulários em inglês, verificação prévia dos dados do passaporte e datas da viagem, acompanhamento até a confirmação — com uma taxa de serviço adicional à taxa egípcia. Para famílias com vários pedidos ou quem tem pouca margem de tempo antes do voo, essa segunda opção é a mais confortável. Solicitar com uma a duas semanas de antecedência.
2. Visa on Arrival nos aeroportos do Cairo, Hurghada, Sharm el-Sheikh ou Luxor. Alternativa se o e-Visa não chegar a tempo. No balcão bancário logo antes do controle de passaportes, o visto é adquirido por USD 25 em dinheiro — exclusivamente dólares americanos, valor exato, sem reais ou cartão nesse balcão. Em alta temporada podem se formar filas.
3. Processo consular na Embaixada do Egito em Brasília. Para estadias superiores a trinta dias, visitas de negócios ou pesquisa, atividade jornalística ou cinematográfica e estadias de estudo. Requer agendamento prévio, prazos mais longos e documentação adicional. Para o turismo padrão, o e-Visa ou o Visa on Arrival são suficientes.

Grande Museu Egípcio em Gizé: inaugurado completamente em 2024–2025, com a coleção íntegra de Tutancâmon ao lado das pirâmides — o maior motivo novo para visitar o Cairo em 2026.
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Caso especial: a permissão gratuita do sul do Sinai
Para quem se limitar à região do sul do Sinai — Sharm el-Sheikh, Dahab, Nuweiba, Santa Catarina — existe uma norma específica. No aeroporto de Sharm é emitida para as nacionalidades habilitadas (Brasil incluído) uma permissão de entrada gratuita válida por até quinze dias. Basta apresentar o passaporte e a passagem de volta; sem custo.
Essa permissão tem um limite claro: não é possível sair da Península do Sinai. Sem excursão ao Cairo, sem pirâmides, sem Luxor. Para quem quiser combinar o Sinai com o roteiro cultural, é necessário o e-Visa completo ou o Visa on Arrival.
Qual passaporte importa? Brasileiros e residentes com outro passaporte
O que determina a regra de visto é o passaporte, não o domicílio nem o visto de residência permanente. Quem viaja com passaporte brasileiro acessa o e-Visa e o Visa on Arrival nas mesmas condições que outros países da lista elegível. Quem reside no Brasil com passaporte de um país não incluído na lista de e-Visa egípcio deve solicitar o visto por via consular na Embaixada em Brasília.
Para menores de dezoito anos, o controle de fronteiras egípcio exige a certidão de nascimento em formato internacional ou com tradução juramentada para o inglês. Providenciar com antecedência no cartório.
Conexões a partir do Brasil para o Cairo
Não há voo direto entre o Brasil e o Egito. As melhores conexões a partir do aeroporto de Guarulhos (GRU) — e também de Fortaleza (FOR) e Recife (REC) para algumas rotas — são:
Qatar Airways conecta São Paulo com o Cairo via Doha (DOH) — uma das opções mais diretas disponíveis a partir do Brasil, com bons horários noturnos. Turkish Airlines voa de São Paulo (e Recife) para o Cairo via Istambul (IST), com alta frequência e tarifas competitivas. Air France opera de São Paulo a Paris (CDG) com conexão para o Cairo — boa opção especialmente com programa Flying Blue. Lufthansa conecta São Paulo a Frankfurt (FRA) com voos para o Cairo. O tempo total de viagem a partir de São Paulo oscila entre dezesseis e vinte horas.
Para a etapa do Mar Vermelho, o mais prático é voar para o Cairo e conectar com um voo doméstico da EgyptAir ou Air Cairo para Hurghada (HRG) ou Sharm el-Sheikh (SSH).
- Cairo e o núcleo islâmico: A maior cidade da África, capital cultural do mundo árabe, mais de 800 mesquitas catalogadas, o bazar Khan el-Khalili em funcionamento desde 1382. Mínimo três noites. Detalhes em Cairo e Governadoria do Cairo.
- Gizé e o Grande Museu Egípcio: As pirâmides e a coleção completa de Tutancâmon no Grande Museu Egípcio, aberto em 2024–2025 ao lado do platô. Manhã nas pirâmides, tarde no museu, sem trocar de zona. As pirâmides ficam na Governadoria de Gizé.
- Luxor: Karnak, Vale dos Reis e tumbas de 2026: A antiga Tebas com o maior complexo de templos do mundo e 63 tumbas reais. Programa em Luxor.
- Assuã, Philae e Abu Simbel: O outro ritmo da viagem: Nilo largo, cultura núbia, templo-ilha de Philae, colosssos de Abu Simbel. Cruzeiros entre Luxor e Assuã. Região em Governadoria de Assuã.
- Mar Vermelho: Hurghada, El Gouna, Marsa Alam: Recifes de coral de alto nível, água quente o ano todo. Na Governadoria do Mar Vermelho.
- Sul do Sinai: Sharm el-Sheikh, Dahab e Santa Catarina: A outra costa de mergulho e snorkel. Permissão gratuita válida apenas na península. Sharm el-Sheikh e Governadoria do Sul do Sinai.

A Grande Esfinge de Gizé ao entardecer, junto ao Grande Museu Egípcio.
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- 1Dias 1–2: chegada e adaptação no Cairo: Voo longo a partir de São Paulo via Doha, Istambul ou Paris. A diferença de fuso horário com o Brasil é de cinco a seis horas — um dia de adaptação facilita o início do roteiro.
- 2Dia 3: platô de Gizé e Grande Museu Egípcio: Saída cedo com abertura às oito da manhã. Pirâmides e Esfinge, depois direto ao Grande Museu Egípcio — a máscara de ouro de Tutancâmon, os sarcófagos, as carruagens de guerra.
- 3Dia 4: Cairo islâmico e copta: Cidadela de Saladino, mesquita do Sultão Hassan, Khan el-Khalili, Igreja Suspensa e Museu Copta.
- 4Dias 5–7: Luxor, margem leste e margem oeste: Voo doméstico para Luxor (55 minutos). Karnak, Vale dos Reis, Hatshepsut, Medinet Habu. Balão ao amanhecer opcional.
- 5Dias 8–10: cruzeiro ou trem Luxor–Assuã: Dahabiya a vela ou hotel flutuante: Esna, Edfu, Kom Ombo, Assuã. Alternativa: trem de primeira classe em quatro horas.
- 6Dia 11: Assuã e Abu Simbel: Voo doméstico para Abu Simbel muito cedo (retorno ao meio-dia). Tarde: templo de Philae e feluca ao entardecer.
- 7Dias 12–14: Mar Vermelho como encerramento: Voo doméstico para Hurghada ou Sharm. Três noites de praia e mergulho. Retorno ao Brasil via Cairo, Doha ou Istambul.
Melhor época e situação de segurança
De outubro a abril é a janela confortável para o Cairo, Luxor, Assuã e o deserto: temperaturas de 20 a 28 °C. O Mar Vermelho é agradável o ano todo. O verão (maio a setembro) traz entre 35 e 45 °C no vale do Nilo — possível apenas com saída muito cedo pela manhã.
Situação de segurança: os roteiros turísticos clássicos — Cairo, Luxor, Assuã, Mar Vermelho, sul do Sinai, oásis ocidentais — são destinos habituais de viagem internacional. Distingui-los do norte do Sinai e zonas de fronteira remotas. Consultar as recomendações atualizadas do Ministério das Relações Exteriores do Brasil para o Egito antes de cada viagem.
Sim. O passaporte brasileiro requer visto. Opções: e-Visa online (USD 25, cinco a sete dias úteis), Visa on Arrival no Cairo, Hurghada, Sharm ou Luxor (USD 25 em dinheiro, dólares americanos, valor exato) ou processo consular na Embaixada do Egito em Brasília. Para o sul do Sinai há uma permissão gratuita de quinze dias em Sharm, válida apenas na península.
A taxa oficial do e-Visa é USD 25 para entrada simples e USD 60 para entradas múltiplas (noventa dias em seis meses). O equivalente em reais varia com a cotação do dia — USD 25 equivale aproximadamente a BRL 135–145 com cotações recentes; verificar o valor ao solicitar.
Não em 2026. As melhores conexões a partir de São Paulo passam por Doha (Qatar Airways), Istambul (Turkish Airlines) ou Paris (Air France). O tempo total de viagem oscila entre dezesseis e vinte horas.
Ministério das Relações Exteriores do Brasil — Informações sobre o Egito
Recomendações de viagem e requisitos de entrada atualizados para cidadãos brasileiros. Consultar antes de cada viagem.
Grande Museu Egípcio — Informações para visitantes
Plataforma oficial do GEM com ingressos, horários e informações de acesso ao platô de Gizé. Em inglês.
Ministério das Relações Exteriores do Egito — Portal e-Visa
Portal oficial do e-Visa egípcio: formulário em inglês, pagamento em USD com cartão de crédito, confirmação em PDF.
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